Globalização do tráfico
Ontem, houve mais uma prova definitiva de que o crime e especificamente o tráfico de drogas está definitivamente na era da globalização. Muito antes que os órgãos de segurança pública de todo mundo. Um dos traficantes mais procurados pelo governo americano, foi preso pela Polícia Federal (PF), vivendo no Brasil. O colombiano Juan Carlos Ramirez-Abadia, acusado de chefiar o cartel de drogas Vale do Norte, foi encontrado em um condomínio de luxo na Região Metropolitana de São Paulo pela Operação Farrapos. A prisão aconteceu na manhã de ontem, mas não se limitou ao chefão do tráfico. Outros 16 mandados de prisão foram expedidos, entre eles, três pessoas foram presas em Curitiba em um hotel da região Central. Abadia teria uma casa na Capital paranaense avaliada em R$ 3 milhões. O cartel chefiado por Abadia era responsável pelo envio de dezenas de toneladas de cocaína para os Estados Unidos e Europa. O dinheiro do tráfico era lavado no Brasil e em outros países da América Latina. No Brasil, conforme a PF, Abadia adquiria residências de luxo, carros, também luxuosos, além de bens pessoais. Para ser ter uma idéia do nível do traficante, até plástica ele já fez. Que esta seja a primeira de muitas prisões conjuntas das polícias dos mais diversos países, porque só com integração é que se combate a globalização, principalmente no que diz respeito ao tráfico de drogas, que no Brasil, é o principal sustento do crime organizado.
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